Um jogo para disfrutar

Os jogos do campeonato são como fumar um SG Ventil mas, a Champion's, é um charuto cohiba.

Este é um jogo para ser desfrutado em todo e cada um dos seus momentos.

Sinceramente não tenho medo dos "nossos" Cristiano Ronaldo e Nani. Deve ser resultado daquela esperança verde que nos invade sempre que vemos o nosso grande Sporting envolvido numa partida deste género. Acaba por nos tirar a razão.

Gosto do Sporting actual. É sólido e seguro. Cumpre.

Ainda assim o losangulo precisa de limar arestas. O Vukcevic está claramente em crescimento, merece a titularidade. Moutinho é intocável, bem como Veloso. A questão é: Sai Romagnoli para entrar Vukcevic ou passamos o capitão para a direita e o Vukcevic na esquerda relegando Izmailov para o banco de suplentes?

Pessoalmente não acredito muito na actual forma do russo.

E na frente de ataque: Djaló ou Purovic?

Bom, o Paulo Bento que resolva estes problemas. Independentemente do resultado espero que os adeptos do sporting tenham uma noite onde os seus olhos possam brilhar.

Vamos lá rapaziada.

Nova Zelândia Vs Portugal


Já esperava um resultado assim… superior a 100. Nunca pensei que Portugal marca-se 13 pontos. Mais pontos que contra a Escócia. Juro. Mas também, deu para aprender uma lição nunca subestimar Os Lobos.

Agora a minha análise acerca do jogo.

Primeiro ponto. Pedro Cabral, nunca o vi jogar melhor. Fomos simplesmente arrasadores no domínio do jogo, mas faltou aquilo que eu já me tenho vindo a queixar já desde o último jogo, o último toque. O último passe e principalmente a recepção. Estas falhas têm sido comum neste campeonato do mundo, muitos avants assinalados… Falhas porque na altura em que se preparam para receber a bola, já estão a pensar no ensaio ou no embate contra o adversário. Quando se esquecem que para fazer o que lhes vai na cabeça a recepção e próprio passe têm de ser bem-feitos.

Segundo ponto. Os três quartos nacionais eram uns autênticos passadores. Não havia jogado neozelandesa que não acaba-se em ensaio.

Terceiro ponto. E muito bom na minha opinião. A defesa portuguesa estava a forçar a NZ a fazer faltas. O que é sempre bom, a posse de bola passa a ser nossa e a NZ tem que recuar mais uns metros.

Ultima nota. Vejam o que a IRB diz a cerca do jogo. Vão gostar do que vão ler.

Roménia tenham cuidado que estes amadores são cada vez mais profissionais.

Homenagem a Vítor Damas


Vítor Damas


Homenagem a Vítor Damas


A Ofensiva 1906 - Movimento Independente de Reflexão Sportinguista, presta hoje homenagem a Vítor Damas, no dia em que se completam quatro anos sobre a morte do mítico guarda-redes.


Agradeço à Ofensiva 1906, em nome de todos os sportinguistas (creio), o trabalho que têm feito, as causas que têm defendido e as bandeiras que têm empunhado a defender o Sportinguismo. Hoje novamente, brilhantes.

Nova vitória de Soares Franco


Com coragem para lançar críticas certeiras na hora em que assinava o acordo com a Câmara de Lisboa, Soares Franco cumpriu ontem mais uma parte do projecto apresentado aos sócios e que lhe deu maioria mais do que absoluta nas últimas eleições. E é muito o esforço que o presidente tem feito para relançar o Sporting.

Apostou desde a primeira hora num treinador jovem que se revelou o homem certo no lugar certo, investiu mais dinheiro do que em épocas anteriores e as finanças do clube, apesar de difíceis, vão sendo geridas sem problemas de tesouraria.

Estabilizando a SAD e limpando o clube, vai obtendo vitórias importantes. E, diga-se, tem toda a razão. A Câmara tudo fez para ajudar o Benfica. E não haja dúvidas que prejudicou os leões. E não foi nada pouco...

Bernardo Ribeiro, Record, 12 Setembro 2007

Alexander Zahavi

Começou nos Estados Unidos, viajou para Israel, passou por Portugal, arriscou Inglaterra, fixou-se em Espanha e regressa agora a Lisboa. A carreira de Alexander Zahavi representa o sonho de muitos profissionais de futebol, com uma pequena nuance: o reforço dos juvenis leoninos tem apenas... 16(!) anos.

Sobrinho-neto do famoso empresário Pini Zavahi, o extremo nasceu em Los Angeles, filho de pai israelita e de mãe portuguesa. No entanto acabou por abandonar cedo o sonho americano para se juntar à família em Israel. Proveniente de um meio abastado, tinha quase tudo menos o que realmente queria - jogar futebol: os responsáveis do Hapoel Haifa ficaram encantados com as qualidades técnicas de Zahavi, mas no pequeno campeonato de escolinhas local só podiam ser aceites crianças com 9 anos, e Alexander tinha então... 7. Percebendo a tristeza que saltava dos olhos do filho, os pais mudaram-se para Portugal, onde tinham também familiares. Ainda com nove anos, bastou um treino à experiência no Benfica para ficar mas, numa altura em que muitos já traçavam cenários de um avançado promissor e com capacidade de chegar mais tarde à equipa principal, acabou por agradar a um observador do Arsenal e mudou-se para Londres.

Inglaterra seria, porém, apenas mais um ponto de passagem. O clima e o feitio britânicos nunca entusiasmaram Alexander que, após receber proposta tentadora do Barcelona - que o tinha observado num torneio internacional de iniciados -, viajou para a Catalunha. "Estou mais perto de Portugal e o tempo é mais quente", justifica. Assim, assina por 10(!) épocas com os blaugrana (3 anos mais 7 de opção) e torna-se figura emergente das camadas jovens dos espanhóis. "É excepcional tecnicamente mas algo individualista. Tem de aprender a jogar mais em equipa. Quando isso acontecer, pode tornar-se num fora-de-série!", podia ler-se num site não oficial do Barça. Todavia, desta feita um pouco contra vontade, não esteve muito tempo também na Catalunha - a equipa B acabou por descer de divisão, o conjunto C foi extinto e muitas jovens promessas deixaram o clube.

"Quero trabalhar com todo o afinco para ajudar a equipa. Sou adepto do clube e há vários anos que sonhava jogar no Sporting. Quero ser campeão e melhorar técnica e tacticamente", assume o extremo-direito e esquerdo ao jornal do clube. Agora, Alcochete será a sua nova casa durante dois anos após a vitoria na corrida com Chelsea, Manchester United e... Benfica.

Record, 13 Setembro 2007

Sem Polga... Gladstone


1. O Sporting Clube de Portugal não venceu 8 dos 19 jogos que o subcapitão falhou desde que se estreou em 2003.

2. Sem Polga, o Sporting tem uma média de quase dois golos sofridos por jogo.

3. Caberá, com certeza, a Gladstone contrariar estas estatísticas.

Departamento médico

Pedro Silva: 6 meses - Problema no joelho esquerdo. Foi submetido a operação.

Derlei: 6 meses - Problema no joelho esquerdo. Vai ser operado em breve.

Marian Had: 3 semanas - Problema muscular na coxa antes do Sporting vs CF Belenenses.

Yannick: 1 semana - Fez um estiramento no adutor nos Sub-21 mas é recuperável para a Amadora.

Vukcevic: 3 dias - Contraiu uma lombalgia nos Sub-21 mas deve estar recuperado para defrontar a Amadora.

Anderson Polga: 2 dias - Traumatismo na perna esquerda anteontem mas estará apto em breve.

Portugal vs Sérvia


1. Portugal voltou a entrar com dez jogadores. Ou pelo menos, dez jogadores e Nuno Gomes.

2. Deco também não esteve melhor.

3. Procurámos o golo. Procurámos e conseguimos. De bola parada é certo, mas conseguímos.

4. Após o golo procurámos o intervalo. Também conseguimos.

5. Na segunda-parte procurámos garantir os três pontos. Que não conseguimos.

6. Resumindo: jogo jogado, bem jogado e com querer tivemos 11 minutos. 20 no máximo.

7. Fomos nítidamente prejudicados pela arbitragem. Seja no lance do golo sérvio, seja no plano disciplinar.

8. Jornada dupla: dois jogos em casa, dois empates.

9. Desde o Mundial 2006, em 13 jogos, Portugal venceu 5.

10. De há algum tempo para cá que tem sido colocada sobre a Selecção Nacional um pressão inexplicável. Somos nitidamente a melhor selecção do grupo e dependemos única e exclusivamente de nós para garantir o apuramento. Repito: única e exclusivamente de nós. Está mais díficil é certo. Podia já estar resolvido? Concordo. Mas porquê tanto drama antes desta jornada dupla? Não terá, também isso, prejudicado a Selecção? Se antes da dupla jornada havia tanta, tanta pressão, como será no futuro?

11. Alerta! A Bélgica empatou a dois golos no Cazaquistão. Não a zero, mas a dois golos.

12. Um líder não perde as estribeiras. Se as perdeu é porque sente a camisola e a responsabilidade que vem com ela. Todos nós temos momentos na vida dos quais não nos orgulhamos, mas quem não se sente, não é filho de boa gente. Apesar de entendível, a atitude de Scolari é totalmente reprovável. Vergonhosa talvez. Não terá sido uma reacção sintomática? Que irá fazer Madail?

13. Tendo em conta o sucedido no relvado de Alvalade, e segundo o artigo 15 do Código Disciplinar da UEFA, qualquer jogador, técnico ou outro agente envolvido em incidentes que ponham em causa o espírito desportivo pode ser alvo de variados castigos. Entre eles, e em ordem crescente de gravidade: um aviso; uma reprimenda; uma multa; suspensão por número determinado de jogos ou por período temporal determinado ou indeterminado; suspensão de desempenhar qualquer função futebolística, por período determinado de jogos ou indeterminado; ser banido da actividade futebolística.

14. Assumir os erros e levantar a cabeça. Força Portugal!

Selecção Nacional vista por Javier Clemente

Com o natural e óbvio handicap de ser o seleccionador da equipa que vai defrontar Portugal hoje à noite e, por isso, a sua opinião poder não ser totalmente isenta e, inclusive, poder ser mais dirigida para dentro do que para fora, Javier Clemente fez uma assertiva consideração acerca da equipa portuguesa.

"Portugal tem uma excelente equipa, mais forte que nós e com mais maturidade, ninguém tem dúvidas sobre isso. São mais fortes mas também é verdade que falham no colectivo e isso acontece muitas vezes, sobretudo nos momentos fundamentais".

E eu acho que tem razão. Se é verdade que, numa altura ou noutra, nos habituamos a ver Portugal a jogar como uma equipa, e que nesses momentos somos praticamente imbatíveis (Euro 2000, Euro 2004 e Mundial 2006), também é verdade que, quando faltam determinados jogadores, ou outros estão em baixo de forma, a equipa sente-se.

Nos piores momentos, deambulamos entre vedetismo (por norma verificado nos apuramentos), pressão (meia-final Euro 2000, final Euro 2004, meia-final Mundial 2006) e desmotivação (atribuição do terceiro e quarto lugar Mundial 2006).

Scolari é um lider nato. Já fez e faz equipa. Tem defeitos, mas todos nós temos. Um facto: ninguém na selecção fez tanto em tão pouco.

Scolari



"Não esperava estar numa situação de desconforto. Hoje esperava estar com mais dois pontos, que me dariam mais tranquilidade", afirmou atribuindo alguma culpa à inexperiências da equipa. Por exemplo, "daquela selecção de 2002 só temos três ou quatro. Se tívessemos jogadores mais experientes, que tivessem vivido outros campeonatos, provavelmente não teriamos entregue a bola aos adversários aos 43 minutos de jogo e sofrido um golo. Mas somos novos. Tenho de aceitar. Tenho de ensinar."

Diário de Notícias

Portugal em Alvalade




Hino Nacional cantado pela Selecção de Rugby



Hino Nacional cantado pela Selecção de Rugby. A 1ª selecção amadora a apurar-se para um Mundial da modalidade. Hino cantado durante o jogo entre Portugal e a Escócia

Nação Valente


Começou esta sexta-feira, em França, o Campeonato do Mundo de Râguebi.

Tenho assistido, com algum interesse, às opiniões que têm sido emitidas acerca da fabulosa, surpreendente e merecida qualificação portuguesa para esta competição.

Tenho ouvido e lido coisas muito interessantes e acertadas, mas também algumas barbaridades apenas explicadas por ingénua ignorância.

Algumas barbaridades lidas foram acerca do seleccionador nacional Tomaz Morais.

No râguebi nacional há o "antes de Tomaz Morais" e o "depois de Tomaz Morais". São os jogadores que jogam, são os jogadores que marcam e defendem, mas foi Tomaz Morais que fez Portugal acreditar e que acreditou no amadurecimento do Râguebi português.

O râguebi português, à imagem de muitas outras modalidades em Portugal, tem raízes amadoras, estruturas e clubes amadores e, como tal, é composto e jogado por jogadores amadores, que na maior parte dos clubes, pagam a sua própria inscrição na Federação e o seu seguro desportivo.

Mas o projecto de Tomaz Morais, que começou há meia dúzia de anos, conseguiu tornar a selecção nacional numa equipa onde apenas os predestinados têm lugar.

Tomaz Morais conseguiu através da sua liderança, baseada em factores organizacionais e de motivação, incutir o seu perfeccionismo, a sua perserverânça ao râguebi nacional, fazendo com que de um leque de jogadores implodissem um querer genuíno fazendo com que, sendo atletas amadores, tivessem fibra de profissionais, acreditassem na sua capacidade individual, na capacidade da equipa da qual fazem parte e tivessem orgulho em ser, e trabalhassem para ser, predestinados.

Estamos a falar de atletas que, tal como a maioria dos portugueses têm família, trabalho e amigos, mas que dispensam o seu tempo livre a lutarem para serem melhores. Pessoas que tiram dias de férias no trabalho, não para férias, mas para representarem Portugal no estrangeiro. Sempre em busca de um sonho. Um sonho muito, muito distante, que apenas o esforço, a dedicação e a devoção tornaram possível - a qualificação da primeira selecção amadora para um Campeonato Mundial de Râguebi.

Quem já leu o livro de Tomaz Morais, quem acompanha o seu trabalho, ou já assistiu a palestras por ele dadas, compreende porque é que o Sporting Clube de Portugal deve ter imenso orgulho em contar com Tomaz Morais do nosso lado.

Outra barbaridade que li foi acerca de alegado excesso de mediatismo dado à Selecção Nacional de Râguebi e ao seu apuramento para este Mundial.

Sobre isto: são admiráveis os feitos de clubes portugueses na Europa do futebol na última década (o FC Porto conquistou uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões, o Sporting Clube de Portugal esteve presente na Final da Taça UEFA). É merecido o orgulho sentido por todos nós nas última actuações da Selecção Nacional de Futebol AA no Euro2004 e no Mundial 2006. Motivos de orgulho sem dúvida. Motivos de orgulho como as dezenas de provas do mundo ganhas por Vanessa Fernandes, e o consequente título mundial, a excelente carreira de Naide Gomes, de Rui Silva, a medalha de ouro de Nelson Évora, os resultados de Pedro Lamy em Gran Turismo, Nuno Delgado e Telma Monteiro no Judo, a presença de Cabeçadas no Team Alinghi, vencedor da America's Cup, os resultados de Tiago Monteiro na F1, a carreira de Carlos Sousa e a sua presença no Lisboa-Dakkar, entre outros. Motivos de orgulho? Sem dúvida?

Se todos estes feitos são motivos de orgulho, porque não é a qualificação d'Os Lobos?

Em Portugal só há jogadores de râguebi amadores, mais de 98% dos portugueses não sabem as regras do Râguebi, os clubes portugueses são amadores e sem condições para investir em formação. Na Nova-Zelândia há jogos da selecção com mais de 100 mil pessoas a assistir ao vivo. 100 mil pagantes! Nos All Blacks apenas podem ser seleccionados jogadores neo-zelandeses que joguem em clubes neo-zelandeses. Qual é a outra selecção, noutro desporto qualquer que se atreva a fazer o mesmo? E a ser a primeira no ranking?

Compreendo a surpresa de muito ao verem tanto alarido com uma "simples" qualificação.

Mas isso é de pessoas que não conhecem o Râguebi. No râguebi não há surpresas: não há Atléticos a ganhar nas Antas e Gondomares a triunfar na Luz, ou Belenenses a perderem com um "frango" em Santiago Bernabéu.

No râguebi não é possível haver anti-jogo, não é possível "pôr uma camionete" à frente da linha de ensaio. No râguebi não há "ronha". Quem faz falta é punido. Não há enganos, há video-árbitro. No râguebi apenas e só apenas os capitães de equipa falam com o árbitro, eles e só eles. Se alguém para além deles dirigue a palavra ao árbitro é punido. No râguebi não há tolerância com faltas anti-desportivas ou com faltas de respeito. No râguebi um amarelo vale 10 minutos num jogo que têm 80. No râguebi há lealdade, há princípios, há honra, há desportivismo e acima de tudo, há respeito. Respeito pelo árbitro, pelo adversário e sem dúvida, pelo público.

Seria quase um milagre Portugal ganhar à Itália. É dificílimo ganharmos à Roménia. Vamos ser cilindrados pela Nova-Zelândia. Perdemos por 46 pontos com a Escócia. E então?

Os objectivos da selecção nacional de râguebi são bem diferentes do que os portugueses estão habituados. Sem dúvida. Mas no desejo de representar dignamente Portugal, na entrega total, no compromisso de deixar tudo dentro de campo, aí, Os Lobos são campeões!

Para todos nós, que Os Lobos nos sirvam de exemplo: através do trabalho, do esforço e do brio. De um querer genuíno, de uma força inabalável, de uma perserverança intocável, de uma crença irredutível. Acreditam. Acreditam neles e na equipa. Que nos sirvam de exemplo.

Grandes Lobos


A derrota de Portugal contra a Escócia não e nada desanimadora. 56-10 Num jogo de Rugby onde esta representada uma selecção que nunca faltou a um mundial e que participa no Six Nations tournament, contra outra que nunca tinha participado num mundial e dificilmente participará no Six Nations e um resultado mais que bom.

Para quem não viu o jogo desde já digo que Portugal defensivamente esteve muito bem. Uma linha defensiva bastante organizada, e sob um só ordem de comando o do médio de Formação José Pinto. Uma nota importante na boa prestação portuguesa é também o facto de se ter perdido muito poucas melés. A deficiência portuguesa continua a ser as tuches, os livres e a circulação da bola no ataque.

À e ja me ia esquecendo, Vasco Uva melhor em campo!


Para bem de Portugal, espero que estas falhas no jogo contra os All Blacks estejam já ultrapassadas.

Gladstone no "Escrete"

«O defesa-central do Sporting Gladstone foi hoje convocado pelo seleccionador brasileiro de futebol, Dunga, para os jogos particulares do Brasil frente aos Estados Unidos e México, que se vão realizar nos EUA.» [in Público]

Esteve na Juventus e é forte na marcação. Além disto, sei muito pouco sobre este jogador mas a convocatória para a selecção canarinha despertou-me curiosidade pelas suas futuras exibições.

Relembro que Pepe, o defesa mais caro do mundo, nunca foi chamado à selecção brasileira.

Excelente Director Financeiro

Rui Meireles, que veio para o Sporting a convite de José Roquette, em 1995, abandonou hoje as suas funções na direcção do clube.

Financeiramente o clube está hoje muito diferente daquele que Meireles encontrou. Sólido. Credível. Melhor.

A sua saída deriva da implementação de uma nova estrutura com apenas um unico Director-Geral, seguindo as indicações da empresa de consultadoria que acompanha o clube.

«Foram 12 anos da minha vida profissional que dediquei ao Sporting com grande gosto. As dificuldades foram muitas, mas foi com muito prazer que servi este clube. Os trabalhos de reestruturação, nos quais também trabalhei, estão em fase adiantada. Entendo o sentido das reformulações, que estão a ser feitas para o bem do Sporting. Agora, só desejo o melhor sucesso aos responsáveis do clube

Sporting vs Beleneses


1. Jogo sofrido, suado, mas com vitória merecida. Noventa minutos de um só sentido, com alguns sustos pelo meio.

2. Antes de entrar em campo, Romagnoli deve, com certeza, ter dito aos "números 10" que jogam em Portugal o seguinte: "Hoje aproveitem para tirar notas...". Jogou bem com bola e sem bola, fez o ataque mexer. Com o bola ou sem é brilhante a criar movimentações e linhas de passe, criando oportunidades. Preponderante.

3. Anderson Polga: seguro, atento. Parece que não parou para férias. Magnificamente regular.

4. Miguel Veloso: que Miguel Veloso é influente no meio-campo sportinguista ninguém tem dúvidas. Que por vezes é preponderante e decisivo também não, mas o ano passado havia concorrência pelo lugar e a qualidade subiu. Este ano, concorrência ainda não houve. Será que a qualidade vai baixar? (Atenção! isto não é uma crítica, é um alerta...)

5. Liedson resolve. Ao escrever estas linhas tenho a sensação que me vou repetir imensas vezes ao longo da época: incansável, esforçado, decisivo. O melhor avançado a jogar em Portugal.

6. Segundo jogo em Alvalade, terceiro no campeonato: notou-se a garra vencedora. Acusamos a pressão após a grande penalidade falhada. Tinhamos uma obrigação e cumprimo-la. Mas notou-se bem que estamos na terceira jornada: alguns processos pouco assimilados, parcerias ainda a apurar (veja-se Liedson e Derlei), mas no bom caminho.

7. Três mais três são seis pontos.

Um pouco atrasado....

Lamento ter de incluir agora este e este post... Atrasei-me e, como tal, os posts sairam atrasado.
Mas tinham de sair.

Sporting na Champions League


Manchester United, Roma e Dinamo Kiev.

Podia ser melhor, podia ser pior. Relativamente idêntico ao do ano passado, levemente mais equilibrado. O ano passado não havia pior.

Há, no entanto, que referir: só com uma tremenda dose de sorte é que qualquer equipa do terceiro pote pode ficar contente com o sorteio do grupo (como terá ficado o Celtic, que calhou com o SL Benfica). Quero com isto dizer que, enquanto o Sporting Clube de Portugal estiver no pote 3, é natural e fácil que venha a ter razões de queixa.

A passagem, bem como a manutenção nas competições europeias vai exigir empenho e sorte, mas é possível.

Lei subjectiva erro objectivo


Diz um consagrado aforismo popular que não se deve confundir o mestre de uma obra-prima com a prima do mestre de obras. São coisas bem diferentes, embora parecidas na escrita e na fonética. Pode ocorrer, todavia, que determinada mestre de uma obra-prima seja, afinal, prima de um mestre de obras, o que poderia, aparentemente, tornar as expressões sinónimas. Mas não. E porquê? Porque em regra assim não será, sendo-o, apenas, em casos concretos e contados, relativos a certos sujeitos e, desse modo, subjectivos.

Esta dialéctica entre o objectivo e o subjectivo andou à solta a propósito do jogo disputado entre o Porto e o Sporting. Estive no Estádio do Dragão. Do que vi lá e depois ouvi respigo alguns elementos objectivos e subjectivos:

Objectivo: o Sporting perdeu e o Porto ganhou. Subjectivo: fiquei triste e aborrecido com o resultado. Objectivo: o árbitro errou grosseiramente no lance que deu origem ao livre indirecto. Resulta claríssimo das circunstâncias do lance que o Polga teve intenção de despachar a bola da zona de perigo, desarmando, em desequilíbrio, o Hélder Postiga, não se detectando quaisquer indícios de que, deliberadamente, como manda a lei, pretendesse atrasar para o guarda-redes. Muito pelo contrário. A única intenção detectável é a de querer despachar dali a bola. Subjectivo: se se pretendesse, à força, descobrir uma intenção, então, no máximo, dir-se-ia que a direcção pretendida era a do Tonel, para quem, de facto, a bola de dirigiu. Objectivo: do livre, assinalado em violação das regras, resultou o golo. Subjectivo: o que cada um pensa da influência desse lance no resultado. Objectivo: Por volta dos 33 minutos de jogo o Quaresma deveria ter sido expulso. Subjectivo: saber por que razão o árbitro não o expulsou. Objectivo: Se o Quaresma tivesse sido expulso, o Porto ficaria a jogar com dez. Subjectivo: O que daí resultaria. Objectivo: o árbitro contemporizou com entradas violentas, para além do Quaresma a do Pedro Emanuel, sem aplicar o cartão vermelho devido. Subjectivo: porque é que contemporizou. Objectivo: o árbitro afirmou ser objectivo, o que é, afinal, subjectivo. Objectivo deste artigo: que a verdade fique incólume e se deixe de andar a procurar de culpados do lance, fora de quem teve a culpa. E esses com um objectivo. Perturbar o Sporting, a sua equipa, o seu guarda-redes. Era o que faltava.

Rogério Alves, A Bola, 31 de Agosto 2007

Simon

Tal como já tinha dito anteriormente, o jogador que descobriu uma maneira de Liedson resolver o dérby lisboeta merecia uma oportunidade.
A vontade, entrega e sobretudo a técnica demonstrada por este jogador montenegrino já me convenceram.

É verdade que o golaço na Supertaça colocou Izmailov como primeiro da lista de Paulo Bento mas, a inconstância do russo pode vir a custar-lhe o lugar. Por outro lado, o habitual esquema 4X4X2 Diamond com Vukcevic a descair para a esquerda e Moutinho para a direita torna a equipa mais dinâmica que com Izmailov à direita e o capitão à esquerda.


[Simon Vukcevic] O que pensa de não ser primeira escolha para o onze?

«O que eu penso não vou dizer. Mas tudo depende do treinador. Limito-me a dar o melhor. Vamos ver. Acho que estamos no bom caminho. Eu estou bem, mas primeiro que tudo gosto de jogos como contra o Manchester, o Milan, o Real Madrid. Não tenho medo e não me intimido com esses jogos. Vou continuar a dar o meu melhor e o treinador vai decidir

Derby

O Belenenses perdeu o central Nivaldo (St. Étienne) e o avançado Dady (Osasuna). Contudo, a equipa de Belém ainda conta com jogadores como Silas, Roncatto ou Ruben Amorim e não se atemorizou com o sorteio da Taça UEFA que colocou a poderosa formação do Bayern de Munique no seu caminho. O Belenenses é, hoje, uma equipa mais madura e confiante.

O visitado Sporting vem de uma derrota mal digerida no Estádio do Dragão. Espera-se uma boa resposta por parte dos jogadores leoninos.

Será um jogo equilibrado. Um derby à antiga.

Destaque: Boa forma de Simon Vukcevic. Merece uma oportunidade.

O futuro das provas europeias


Michel Platini, presidente da UEFA, apresentou ontem o seu plano para a remodelação das competições europeias, numa reunião do novo Conselho Estratégico da UEFA para o Futebol Profissional, no Mónaco.

Na Liga dos Campeões destaca-se o facto de os terceiros classificados dos três primeiros países do ranking da UEFA - nos últimos anos sempre Espanha, Inglaterra e Itália - passarem a ter acesso directo à fase de grupos (continua com 32 clubes), em vez de passarem pela terceira pré-eliminatória.

Confirma-se também que os vencedores das taças dos países entre os lugares 1 e 16 do ranking lutarão por quatro vagas na Champions. Caso os vencedores das taças já estejam qualificados pelo campeonato, disputarão essas vagas não os finalistas das taças mas o primeiro clube do campeonato que não se tenha classificado para a Champions League.

Estas alterações - planeadas para entrar em vigor em 2009 - implicam também mudanças na Taça UEFA: a fase de grupos (com o detentor do título, os dez clubes afastados na eliminatória de acesso à Liga dos Campeões e 37 vindos de eliminatórias de acesso da própria Taça UEFA) passa de 40 para 48 clubes, divididos em 12 grupos de quatro, jogados a duas voltas. Qualificam-se para os 16-avos-de-final os dois primeiros, a que se juntam os oito terceiros classificados dos grupos da Champions League.

Platini propõe ainda que a final da Liga dos Campeões passe-se a disputar a um sábado à noite. Este plano, que ainda poderá sofrer alterações, vai ser votado na próxima reunião do Comité Executivo da UEFA, em Novembro.